sábado, 21 de outubro de 2017

Oficinas nas escolas

Foto: Alexandra Souza


Nos dias 05, 06 e 09 de outubro, a Escola Estadual Geraldo Melo, no Graciliano Ramos, recebeu com muito carinho a oficina Jogos Teatrais: Iniciação Teatral – com Julien Costa.
 
Confira o registro fotográfico completo de Alexandra Souza na nossa FanPage.

Participe da festa das Artes Cênicas de Alagoas!
#FESTAL2017

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Oficinas nas escolas



Foto: Jadir Pereira

Nos dias 05, 06 e 09 de outubro, a Escola Estadual Romeu de Avelar, no Tabuleiro Novo, recebeu com muito carinho a oficina Mamulengo Vai Brincar com Alex Apolônio.
 
Confira o registro fotográfico completo de Jadir Pereira e Alex Apolônio na nossa FanPage.

Participe da festa das Artes Cênicas de Alagoas!
#FESTAL2017

Entrevista

Louryne Simões - Graduada em Letras-Português pela Universidade Federal de Alagoas; Professora do ensino fundamental e médio do Estado de Alagoas. Concluiu o Curso de Arte Dramática (ETA-UFAL). É atriz e diretora do Teatro da Poesia. Atuou em peças como “O Pinóquio” e “Sala de ensaio” da ETA.  No cinema, participou dos curtas alagoanos “Atirou para Matar” e “Copidesque”. No momento atua no espetáculo “A Memória da Flor” e prepara um novo espetáculo “Valsa Azul”, ambos pelo Teatro da Poesia.

FESTAL: Há quanto tempo existe o grupo?
LOURYNE: O Teatro da Poesia tem 2 anos. Sua fundação se deu em 2015, sendo que o primeiro ano da Cia foi todo dedicado à pesquisa e troca com outros grupos, como Coletivo Alfenim, Clowns de Shakespeare, Coletivo Volante, entre muitos outros. Apenas em 2016 estreamos nossa primeira peça, A memória da Flor. Essa estreia aconteceu justamente na segunda edição do Festal.
 
F: Como é que vocês definem o grupo? O que é conceitualmente, artisticamente?
L: O Teatro da Poesia investiga o que vem a ser o Teatro Poético. Esse é o mote da nossa pesquisa: Quais as linhas entre a poesia e o teatro? Como a poesia se transfigura no meio teatral? O que é uma dramaturgia poética? Uma iluminação poética? Uma encenação poética? São perguntas como essas que conduzem nossa pesquisa e trabalho.
 
F: E como é que é o processo criativo de vocês?
L: Geralmente, partimos de uma investigação criativa a partir de jogos de improviso e de percepção da poética cotidiana. Além disso, gostamos muito de relacionar o estudo teatral a outras artes, pois acreditamos que essa interação entre as linguagens artísticas só tende a somar ao processo, então procuramos referência musicais, cinematográficas, de artes visuais que possam contribuir com o processo que estamos desenvolvendo.  

F: Fala para gente sobre sua oficina.
L: A oficina: "Jogos teatrais para educadores: tecendo conhecimentos" foi nossa primeira experiência com este público-alvo e foi um aprendizado enorme pra gente. A oficina terminou ontem e foi extremamente gratificante perceber, de modo prático, como o teatro tem uma grande capacidade de contribuição social quando dão a ele a oportunidade de contribuir. Fomos maravilhosamente recebidos na Escola Municipal Padre Brandão Lima e sentimos que plantamos lá uma semente. Esperamos que essa semente cresça e dê bons frutos à escola e à educação do nosso estado.

F: Para você qual a importância do FESTAL na cena alagoana?
L: Lembro que quando finalmente comecei meus estudos nas artes cênicas, eu lia sobre grandes festivais em outros lugares do país e me perguntava: "Por que nós não temos isso? Por que nós também não temos esse espaço?". Assim, quando foi feita a convocatória no ano passado, eu não pude não responder a ela. O Festal tem uma importância enorme na história das Artes Cênicas Alagoanas porque é o NOSSO ESPAÇO. É nosso e fomos nós que construímos. E é um espaço que também une, que levanta discussões, que nos faz pensar o nosso fazer artístico, a nossa classe. É nosso papel cuidar e manter esse espaço.

Programação em espaços cênicos

Quarto espetáculo
Terça-feira, 24 de outubro




Sinopse:

Inspirado nos discursos no congresso internacional de Bruxaria e Literatura que a escritora Clarice Lispector participou e em seus discursos sobre a existência do ovo e da galinha, a Granja dos Corações Amargurados traz uma epifania de trabalhadores da Granja São Geraldo. Doze agentes que vivem secretamente e que são incumbidos de guardar o que não pode ser dito. Trata-se do seguinte segredo: Quem nasceu primeiro, o Ovo ou a galinha? Cada agente tem sua história para contar, cada agente tem seu segredo pessoal, o que não importa naquela granja, pois as relações amorosas são extremamente proibidas, o que transforma uma instituição “normal” em um espaço de “gritos de socorro” em busca de refúgios para um coração amargurado. “Etc. Etc e etc, é o que carcareja o dia inteiro a galinha...”

Ficha técnica:
Direção: Anderson Vieira
Intérpretes: Aysllan Liberato, Bruna Santos, Daniel Oliveira, Gaby Ferreira, Jamerson Soares,
Leticia Figueiredo, Maiara Padilha, Tamires Iandra e Victor Sati.
Iluminação e Sonoplastia: Juan Pedro
Produção Técnica: Anderson Vieira

Duração:
1 hora

Sobre o grupo:

O Grupo Claricena foi fundado dentro da Universidade Federal de Alagoas com o intuito de realizar montagens artísticas partindo das obras da escritora Clarice Lispector, o que foi sendo expandido e modificado. Tem quatro espetáculos montados desde 2014, Espectro (2014), Granja dos Coração Amargurados (2015), Adeus, Clarice! e A Descoberta de Um (2016). Na Direção Geral do grupo temos o Anderson Vieira, graduando em Artes Cênicas – Licenciatura em Teatro. Possuímos habilidades em pesquisas teóricas da literatura brasileira e a produção individual de dramaturgia; nossa competência com o público se dá através de nossas apresentações de espetáculos teatrais.

Serviço:
Granja dos Corações Amargurados se apresenta terça-feira, 24 de outubro, no Teatro de Arena Sérgio Cardoso, às 19h.
Entrada gratuita


Foto: Nyrium

IMPORTANTE:
O espetáculo contará com acessibilidade: Áudio-descrição e LIBRAS.
Classificação etária: LIVRE
 
**As senhas serão entregues com uma hora de antecedência.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Entrevista

                                                                     
Bárbara Lustoza é administradora por formação, Atriz por paixão, formou-se pela Escola Técnica de Artes da UFAL e atuou em espetáculos como "Pinóquio", "Sala de Ensaio" e "Nem Morta". Entusiasta e pesquisadora da inclusão, desde de 2013 com Libras, interpretando em Conferências, Peças, Palestras, Sala de Aula, Janelas de Libras para TV e Internet; Instrutora de Libras da Escola de Governo de AL; desde 2015 com áudio-descrição, de imagens estáticas nas mídias sociais e audiovisual online. Atualmente estuda Letras/Português no IFAL e reúne suas experiências no Youtube (Canal Bárbara Lustoza) onde produz conteúdo acessível com os recursos de áudio-descrição e Legendas.

FESTAL: O que é Acessibilidade?
BÁRBARA: A acessibilidade é, uma condição fundamental e imprescindível a todo e qualquer processo de inclusão social, e se apresenta em múltiplas dimensões, incluindo aquelas de natureza atitudinal, física, tecnológica, informacional, comunicacional, linguística e pedagógica, dentre outras. É, ainda, uma questão de direito e de atitudes: como direito, tem sido conquistada gradualmente ao longo da história social; como atitude, no entanto, depende da necessária e gradual mudança de atitudes para com as pessoas com deficiência.

F: Fale-nos sobre áudio-descrição e Libras.
B: Estes recursos estão dentro da acessibilidade comunicacional (auditiva ou visual). Para as pessoas com deficiência visual é utilizado o recurso da áudio-descrição que faz uma tradução das imagens em palavras, possibilitando que a pessoa tenha acesso à informação visual do espetáculo como movimentos, figurino e expressões. Já a Libras é a sigla para Língua Brasileira de Sinais, segunda língua oficial do Brasil, utilizada pela comunidade surda. Com a Libras há uma tradução interlingual de uma língua oral (texto falado) para uma língua visoespacial onde as palavras viram sinais e a pontuação, expressão corporal e facial.

F: Qual é o compromisso do Festal com a acessibilidade?
B: Desde o ano passado a equipe do Festal abraçou a ideia de incluir os recursos de acessibilidade na programação, pois entendemos a arte como direito de todos. O festival têm sido referência em Alagoas ao incluir os recursos de acessibilidade em sua programação, pois sabemos que embora haja uma legislação que assegure o direito à acessibilidade, no ambiente artístico ainda há a se fazer nas produções locais. Este ano, além da Libras conseguimos incluir também a áudio-descrição e hoje já faz parte da proposta do Festal ser acessível para todos.

F: Como saber que um espetáculo do festival é acessível?

B: A programação com os espetáculos que dispõe deste recurso está no meu blog: www.barbaralustoza.com.br e também no blog do festival: www.festivaldeteatrodealagoas.blogspot.com.br basta acessá-los e baixar o PDF com toda a programação. Quanto à Libras não há um limite de quantidade, mas em relação à áudio-descrição é necessário a confirmação da presença, pois temos disponíveis apenas dez receptores.

F: Por que a arte deve ser acessível?
B: Considero a arte como expressão natural humana capaz de atingir o nosso âmago, seja emocionando seja causando estranhamento. Assim, acredito no acesso às manifestações artísticas como um direito humano universal, tal qual rege a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1947) em seu Artigo XXVII, § 1 : “Toda a pessoa tem direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir das artes e de participar do progresso científico e de seus benefícios." Ao definir a arte como direito de todos, entende-se que nesse "todos" também se encaixam as pessoas com deficiência. Enquanto artistas, proponho a vocês um exercício de empatia para investigar esse lugar do outro ser que percebe a vida de maneira diferente, seja com uma limitação visual, auditiva ou motora. Enquanto criadores precisamos ampliar as possibilidades para o alcance do nosso fazer artístico, não só disponibilizando o recurso de acessibilidade, mas interagindo com as pessoas com deficiência, divulgando, buscando feedbacks e trocando experiências. Acredito que este exercício só aperfeiçoará os envolvidos tanto artistas quanto público.

F: Acessibilidade é um tema exclusivo das pessoas com deficiência?
B: Não, ao buscar a acessibilidade, defendemos um Direito Humano, que possibilita a equidade de oportunidades e que é condição imprescindível para que a inclusão social aconteça. Segundo Romeu Sassaki, "O paradigma da inclusão social consiste em tornarmos a sociedade toda um lugar viável para a convivência entre pessoas de todos os tipos e condições na realização de seus direitos, necessidades e potencialidades."

Programação em espaços cênicos

Terceiro espetáculo
Segunda-feira, 23 de outubro





O espetáculo:
Em Dança Anfíbia, tomamos como ponto de partida a metáfora lançada por Gilberto Freire de ser “a gente alagoana uma gente anfíbia”. Pensamos num ser anfíbio como aquele que, mais que sobreviver em um ambiente, cria condições de criação e se faz nesse ambiente, se reinventando em meio a processos adaptativos. Dança anfíbia propõe um mergulho nas possibilidades evolutivas que a vontade de criar é capaz de gerar, entendendo o processo de criação em dança como um processo adaptativo. Neste processo, lançar-se nos riscos das descobertas, dos devires e das relações, admitindo as ambiguidades, ambivalências e contradições humanas como potencias de inventividade.

Ficha técnica:
Direção: Telma César
Dançarinos/as: Edson Santos, Joelma Ferreira, Reginaldo Oliveira
Figurino: Reginaldo Oliveira
Trilha sonora: Thomas Roher e Telma César
Luz: Moab Oliveira
Produção: Reginaldo Oliveira
Assessoria de Imprensa: Anita Karine Cavalcante
Fotografia: Jul Sousa e Nivaldo Vasconcelos


Duração:
50 minutos

Sobre a Cia:
A Companhia dos Pés foi criada em 2000, em Maceió-AL, sob direção de Telma César. Desenvolve processos de pesquisa visando à criação em dança como uma forma de ser,  existir, interferir e se comunicar no mundo. Tem como principal interesse o desenvolvimento de processos investigativos para a produção de conhecimento em dança, sobretudo, na forma de espetáculos. As principais referências para o desenvolvimento desses processos são o Sistema Laban, as abordagens corporais somáticas e as danças tradicionais e populares brasileiras. Os espetáculos da Cia dos Pés têm sido apresentados tanto em teatros, quanto em escolas e também têm sido desenvolvidos projetos em espaços urbanos. A Cia dos Pés realizou apresentações em várias cidades do interior de Alagoas e fora do Estado em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, João Pessoa e  Fortaleza.

Serviço:
Dança Anfíbia se apresenta segunda-feira, 23 de outubro, no Teatro SESC Jofre Soares, às 19h.
Entrada gratuita

Foto: Nivaldo Vasconcelos

 

IMPORTANTE:
O espetáculo Dança Anfíbia contará com acessibilidade: Áudio-descrição.
Classificação etária: 16 anos
**As senhas serão entregues com uma hora de antecedência.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Entrevista

Foto: Amanda Bambu
Toni Edson é ator, dramaturgo, diretor, compositor e contador de histórias, doutorando (Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas / UFBA). Concentra sua pesquisa na contação de história na tradição djeli (Burkina Faso/África Ocidental) aplicada ao teatro de rua brasileiro. É membro fundador da Trupe Popular Parrua e do Grupo IWÁ e fez parte dos grupos Africatarina, Cachola no Caixote. Além de assumir diversas disciplinas voltadas para o teatro de rua e a contação de histórias, em cursos de graduação em artes cênicas em Santa Catarina, ministrou curso e oficinas como: Lendas Brasileiras para Contar e Cantar; Iniciação ao Teatro de Rua; Curso de Formação de Contadores de Histórias; Performatização Coletiva de Contos Africanos e Oficina Afro-contos; Oficina de Abayomis.

FESTAL: Há quanto tempo existe o grupo?
TONI: A Jahari Produções Artísticas, que produz o espetáculo, existe há cerca de 6 anos, mas o grupo do qual faço parte é chamado Iwá, foi fundado na Bahia,  em 2010, e agora, como moro em Alagoas e sou professor da Escola Técnica de artes da UFAL, o grupo atua nos dois estados.

F: Como é que vocês definem o grupo? O que é conceitualmente, artisticamente?
T: Somos um coletivo que pesquisa a oralidade, primordialmente com base em princípios africanos e ameríndios, atrizes e atores contadores de histórias, e buscamos através da palavra falada e da canção expandir nossos tentáculos e ressignificar o imaginário do público que nos assiste. 

F: E como é que é o processo criativo de vocês?
T: Investigamos narrativas, principalmente de tradição oral, ou que vieram da oralidade, criamos imagens e canções, e trazemos as histórias que são maiores que nós para nossa embocadura e através da sugestão de elementos imagéticos e vocais, nos tornamos ponte para a continuidade da transmissão oral.

F: Fala para gente sobre seu espetáculo.
T: No BICHOS, CANTOS E ENCANTOS  reúno narrativas que conto há pelo menos seis anos, algumas há quase vinte, e dos cinco solos com contos que possuo, esse é o mais voltado para crianças. Costumo insistir que serve para todas as idades, mas há elementos lúdicos e canções que conseguem tocar desde os mais novos. O desafio, quando decidi reunir os contos, foi começar a trabalhar com elementos físicos, objetos e miniaturas de animais. O espetáculo estreou ano passado e já fez cerca de 70 apresentações em alguns estados do Brasil. No FESTAL, será apenas a sexta apresentação em terras alagoanas,  com muito orgulho!!

F: Para você qual a importância do FESTAL na cena alagoana?
T: O FESTAL tem uma importância ímpar no sentido de união e trabalho dos grupos, de visibilidade da arte alagoana em massa, e para as massas. O quesito da formação do público é excepcional, o FESTAL possui uma diversidade de ações e espaços que o tornam simplesmente IMPERDÍVEL, e o período do festival, praticamente um mês, também fortalece o movimento teatral alagoano e deixa marcas inestimáveis na sociedade.

F: Qual a expectativa acerca de sua participação no FESTAL 2017?
T: Entre contadores de histórias, dizemos que o(a) contador(a) precisa ir a todos os cantos de nossas comunidades e como minha apresentação acontece numa escola, minha responsabilidade é redobrada. Vou apresentar para os pequenos, potenciais artistas ou apreciadores de arte e considero de suma importância esse fato, porque vou entrar numa das casas deles, os espaços de formação deixam marcas indeléveis em nosso caráter e gostos. Estou ansioso, e contente com a possibilidade. 

Programação em espaços cênicos

Segundo espetáculo
Domingo, 22 de outubro






O espetáculo:
 Tarja Preta” é uma proposta da Cia do Chapéu, interessada em investigar a depressão na sociedade contemporânea. Longe da intenção de construirmos um espetáculo didático ou preso a uma temática, pretendemos dialogar metaforicamente com a questão. Interessa-nos mais pensar o corpo nessa situação, num contexto de melancolia, onde se confere estados corporais relacionados aos sintomas da doença. A partir de um universo que permeia o vazio, a solidão, a ansiedade, a apatia e a angustia, revelar uma partitura poética, numa atmosfera densa, relacionando esses estados às memórias da intérprete/criadora. Para além de qualquer personagem, a pessoa.
Dramaturgicamente, o silêncio é um guia, um condutor que revela o íntimo da situação, colocando a persona em um ambiente singular. A escuridão e o silêncio nos levam a um lugar infinito, sem fronteiras, onde temos uma percepção diferente de tempo e de espaço. A partir das memórias, constrói-se cenas e situações que revelam sentimentos e sensações diretamente ligados as condições dessa ambiente.
“Tarja Preta” reside na intenção de usar toda potencialidade que o corpo e o movimento possuem para discutir não somente essa doença – tão frequente e ao mesmo tempo multifacetada e, por isso, não raramente subestimada e negligenciada – mas também pensar a nossa sociedade, presa a um ritmo sempre mais acelerado e competitivo, nos estimulando ao isolamento e dificultando nossa relação com as frustrações a que estamos sujeitos diariamente.

Ficha técnica:
Direção: Donda Albuquerque e Thiago Sampaio
Elenco: Joelle Malta
Plano de luz: Donda Albuquerque
Execução do plano de luz: Lais Lira
Execução de cenografia: o grupo
Plano de Indumentária: o grupo
Sonoplastia: André Cavalcanti
Arte Gráfica: Alex Walker

Duração:
1 hora

Sobre a Cia:
A Cia. do Chapéu foi formada em 2002 e se define na sua multiplicidade de interesses, mas com maior ênfase no fazer teatral. A Cia. já realizou obras em outras linguagens e pretende continuar investigando as artes e seu papel político, estético e social. Promove em seu processo criativo, através da pesquisa estética, cênica, corporal, simbólica, textual e política, o teatro de grupo e em seus processos as concepções das obras são arquitetadas de forma democrática, com a participação integral dos membros do grupo. Cada escolha é tomada mediante discussão e investigação coletiva. As funções de direção, atuação, iluminação, sonoplastia, dramaturgia, produção entre outras, existem de acordo com as especialidades e interesses, porém não existe uma hierarquia nas escolhas. Assim, o processo criativo da Cia. do Chapéu é feito através da proposição coletiva e a pesquisa e prática artísticas. Tem em seu currículo espetáculos como: Apesar de Você, Alice!?, Uma Noite em Tabariz, Graças, Mal, Tarja Preta e Alice?!.

Foto: Magno Almeida
IMPORTANTE:
Classificação etária: 16 anos
 
**As senhas serão entregues com uma hora de antecedência.
 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Entrevista

Clemente Silva, Mestre Tininho, Fundador, Diretor e Coreógrafo do Grupo de Dança Àfojubá, é Mineiro de Belo Horizonte e há 43 anos, trabalha difundindo a cultura afro Brasileira. Iniciou seus estudos e pesquisas no final da década de 70 em BH, com a maior autoridade da Dança-afro Primitiva brasileira do Estado de MG, Marlene Silva, que foi iniciada na dança afro por Mercedes Batista, considerada a mãe da dança afro no Brasil na década de 30. Como dançarino, participou de várias apresentações em todo estado de MG, passou a ser assistente de Marlene Silva em 1981. Em 2014, criou o Grupo ÀFOJUBÁ como resultado das oficinas realizadas no ponto de cultura ILÚ ORÚM, o grupo é composto de dançarinos (as) oriundos da UFAL e do ponto de cultura.
 

FESTAL: Há quanto tempo existe o grupo?
CLEMENTE: Em 2014 criou o Grupo ÀFOJUBÁ como resultado das oficinas realizadas no Ponto de Cultura ILÚ ORÚM, o grupo é composto de dançarinos (as) oriundos da UFAL e do ponto de cultura. Temos 3 anos de existência.

F: Como é que vocês definem o grupo? O que é conceitualmente, artisticamente?
C: Grupo de Dança Afro Primitiva Brasileira.com conceito e estética primitivos oriundos de uma cultura africana com sintonia com a natureza e com a vida em geral. A dança africana se caracteriza por sua relação com a natureza e em tudo que ganha vida.

F: E como é que é o processo criativo de vocês?                              
C: Esse processo criativo é fundamental pra atingir os resultados dos trabalhos desenvolvidos nas aulas. Com inspirações de pesquisas e lendas. Sempre de uma linha de pesquisa.

F: Fala para gente sobre seu espetáculo.
C: São quadros isolados de coreografias do Afro Primitivo. Relacionados aos 4 elementos da natureza: Água, Terra, Fogo e Ar. Mostrando a força destes com relação a força da mulher, do feminismo, da beleza feminina.  
F: Para você qual a importância do FESTAL na cena alagoana?
C: Pra gente, o Festal vem contribuir para o engrandecimento e a difusão da Cultura em Alagoas.

F: Qual a expectativa acerca de sua participação no FESTAL 2017?
C: A melhor possível. É nestas iniciativas que Quebramos os paradigmas do Pré-conceito que existi dentro da sociedade.

Programação em espaços cênicos

Primeiro espetáculoSábado, 21 de outubro
 

 
 
 
Sinopse:
O espetáculo nasceu e foi construído a partir de um amor em comum: as crianças e tudo o que elas representam para um futuro melhor de uma cidade e/ou nação. Como poderíamos agradá-las tirando o meio de comunicação que elas mais se interessam: a televisão? Pensando dessa forma, criamos e construímos uma contação de histórias com textos clássicos da literatura nacional e estórias que são recontadas até hoje por seus pais e avós pelo senso comum.
O espetáculo Remendó é composto por quatro histórias contadas, encenadas e cantadas. Durante todo o espetáculo, os sete atores revezam entre personagens e narradores. Histórias como A Onça e o Coelho, A Lebre e a Tartaruga, O Colorido Camaleão e O Rato fazem parte do nosso espetáculo de contação de histórias que já agradou crianças e adultos. Intitulado Remendó justamente por ser uma espécie de remendo de uma história na outra.

 
Ficha técnica:
Anderson França (Ator);
Anny Santos (Vocal);
Claude Michel (Músico);
Emmanuel Silva (Ator);
Jéssica Oliveira (Atriz);
Jorge Luís Júnior (Ator);
Lelly Barbosa (Atriz);
Nanny Silva (Atriz).
 
Duração:
50 minutos
 
Sobre o grupo:
A Cia de teatro Flor do Sertão surgiu em janeiro de 2013, com um ideal sincero e fundamentado de incentivar cada vez mais a cultura teatral em Penedo e regiões adjacentes através de espetáculos lúdicos, agradáveis, musicais e que utilizam o fantástico para o público infantil e espetáculos curiosos, regionais e divertidos para o público adulto. A Cia possui dois grandes espetáculos, um para cada público alvo, em sua grade curricular. São eles: O Casamento de Maria Feia – Rutinaldo Miranda Junior, espetáculo adulto regional; e “REMENDÓ”. A Cia hoje é composta por dez pessoas, cuja trajetória é polivalente referente à área teatral: atores, músicos, professores.

 
Cia de Teatro Flor do Sertão - Penedo/AL
 

 
IMPORTANTE:
O espetáculo Remendó contará com acessibilidade: Audiodescrição e Intérprete de LIBRAS.
Classificação etária: LIVRE
 
**As senhas serão entregues com uma hora de antecedência.

Programação - 21 a 27 de outubro


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Entrevista

Ígor Augusto, licenciado em Teatro pela UFAL, ator e professor de Arte de Arapiraca e Taquarana, no interior do Estado. Atualmente está como diretor geral da Escola Estadual Santos Ferraz, ator e diretor na Cia Insanos e diretor do Grupo de Teatro Santos Ferraz.
O espetáculo Alagados, apresentado voluntariamente na Escola Municipal Pompeu Sarmento, venceu o Festival Estudantil do estado. 
 
FESTAL: Há quanto tempo existe a Cia?
IGOR: A Cia Insanos - Teatro Camboio de Doido surgiu há dez anos na Escola Estadual Santos Ferraz, mesma escola onde esse ano surge o Grupo de Teatro Santos Ferraz.

 
F:Como é que vocês definem a Cia? O que é conceitualmente, artisticamente?
I: A Insanos surgiu com uma preocupação de relatar problemas psicológicos e sociais através da arte, logo depois começou-se o estudo do teatro do Absurdo e teatro Físico em seus experimentos. Como nossa cidade não possui prédio teatral, enveredamos pelas ruas taquaranenses e fizemos da própria cidade nosso palco, onde já percorremos escolas, ruas, praças, sítios; ampliando, assim, nosso estudo pra o teatro de Rua. Nesse espetáculo junto com o Ferraz utilizamos da linguagem da Rua, das comédias escrachadas e de elementos dos palhaços circenses para compor o primeiro espetáculo do Grupo.
 
F: E como é que é o processo criativo de vocês?
I: São vários: partimos de textos, de impressões, de ilustrações, de jornais. Nesse espetáculo em especial partimos de narrativas conhecidas por membros do grupo. E a partir dessas narrativas construímos um fio como o narrador e costuramos uma colcha de retalhos memoriais que acabou dando no espetáculo ALAGADOS.
 
F: Fala para gente sobre seu espetáculo.
I: ALAGADOS conta a história de Alagoas desde quando era Capitania de Pernambuco até os dias de hoje, sem nenhuma preocupação com o lapso temporal existente. Partimos de histórias de hoje, vamos ao futuro, recorremos ao passado e voltamos ao presente novamente. São causos e acasos: comédias, dramas familiares, terror, tragédia, fábula, farsa, realismo. Sete histórias: O Nascimento de Alagoas, O Sapateiro de Atalaia, A Miss Paripueira, A Santa Cruz de Taquarana, O Lobisomem do Coité e A Cachorra Doida de Palmeira, A Enchente de Quebrangulo e o Rio São Francisco. Nesse espetáculo, o Grupo homenageia três companhias de teatro de Alagoas: ATA, JOANA GAJURU e INSANOS.
 
F: Para você qual a importância do FESTAL na cena alagoana?
I: O FESTAL precisa existir pra fortalecer antigos e novos grupos alagoanos. Em especial grupos advindos do interior. Pois se fazer teatro na capital, Maceió, já se configura um ato difícil, quiçá no interior onde nem edifício teatral se cogita ter. O Grupo Santos Ferraz traz esse primeiro espetáculo com a direção da Insanos com o objetivo de fomentar a nossa terra e fortalecer o teatro em Alagoas, em especial no interior. É preciso que a crítica de teatro alagoana saia da capital e comece a percorrer o resto do Estado: há teatro sendo feito por aqui, e teatro de qualidade. É necessária a troca de conversas e diálogos, mas seria mais necessário a vinda do FESTAL nesses lugares também. Moramos num estado pequeno e acredito que os grupos interioranos estão de portas abertas pra uma edição do FESTAL no interior.
 
F: Qual a expectativa acerca de sua participação no FESTAL 2017?
I: Os jovens atores e atrizes do Grupo estão muito empolgados com essa viagem a Maceió novamente pra apresentarem Alagados. Esperamos que com esse Festival na manga possamos crescer e trocar experiências com outros fazedores de teatro dessa rede que é o FESTAL.

domingo, 15 de outubro de 2017

Programação nas escolas - Espetáculos

20/10
Meu Pé de Fulô
Cia Teatro da Meia Noite




 
Sinopse:
“MEU PÉ DE FULÔ”, espetáculo infantil contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2008, inspirado no texto de Paulo Sarmento, digo, readaptado, pois apesar da integridade total do texto, novos elementos foram incorporados a trama, uma trilha sonora original regionalista criada cena a cena, animações e cenários virtuais em preto e branco relembrando os desenhos da literatura de cordel, onde pontuam tempo e espaço, além da alusão ao teatro mambembe, ao teatro de animação e a mistura multifacetada dos gêneros: Teatro e Audiovisual, uma deliciosa brincadeira onde homenageamos as Manifestações da Cultura Popular Nordestina, através de releituras nos figurinos e adereços, os contadores de história, os livros infantis, as fábulas, onde podemos sonhar e ir além, tornar nossos sonhos infantis em realidade.

Ficha técnica:
Dramaturgia: Paulo Sarmento.
Direção Geral: Julien Costa.

Elenco (por ordem de entrada):
Rid Teixeira (Rosinha)
Julien Costa (João Cravo)
Lucas Darlan (Zé Fulô )

Direção Musical: Lima Neto.
Trilha Sonora Original: Paulo Sarmento, Lima Neto e Julien Costa.
Interpretes: Lima Neto, Rochelli Messias, Laís Queiroz, Mariana Fagundes, Edson Pepo, Paulo Sarmento e Julien Costa.
Músicos: Cícero Ferreira da Silva (Sanfona e Zabumba), Edson Pepo (Pandeiro e Surdo I), Luiz Gonzaga dos Santos (Surdo II), João Roberto Silva dos Santos (Taró), Elias Procópio de Lima (Viola Sertaneja), Chau do Pife (Pífano), Edson de Lima (Trombone) e Tércio Smith (Viola I e Viola II).
Mixagem/Masterização: Clilton Feitosa.
Sonoplastia e projeção: Rilton Costa (execução).
Iluminação: Julien Costa (concepção) e Meson Lira (execução).
Cenografia: Claudemir Santos e Junior Rodrigues (concepção); Fernando Pedroza Jr (1º esboço).
Animação: Weber Bagetti/Núcleo Zero (criação), Guilherme Ramos e Luiz Siqueira (1º esboço).
Figurinos: Robertson Costa (concepção) e Valéria Monteiro (execução).
Adereços e Materiais de cena: Robertson Costa (concepção), Junior Rodrigues (concepção e execução) e Luiz Gonzaga dos Santos (execução).
Maquiagem: Robertson Costa, Julien Costa (Concepção), Pierre Pellegrine (concepção e 1ª execução), Rochelli Messias e Rilton Costa (execução).
Desenhos de figurinos/adereços/materiais de cena: Jaguar SS.
Material Gráfico: Weber Bagetti/Núcleo Zero (criação).

Duração:
50 minutos

O grupo:
A Companhia Teatro da Meia-Noite Artistas Associados, é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, com fins culturais, tem por finalidade contribuir para o desenvolvimento da arte e cultura alagoana, mediante o fomento, a promoção, o planejamento e a execução de atividades artísticas, realização de cursos, seminários, palestras, encontros, eventos e intercâmbios com Entidades Congêneres.
Propondo experimentos artísticos diversos, foi fundada em 2001 e estreou no ano seguinte seu primeiro espetáculo, “Cinco Para o Cadafalso”, uma adaptação livre de “Noite da Taverna”, de Álvares de Azevedo (1831-1852).

Curiosidade:
Em 2004, tornou-se “Ponto de Cultura” (Circo-Escola de Incentivo as Artes - C.E.I.A.), através do Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura, trabalhando com jovens alagoanos em situação de vulnerabilidade social. A estreia da primeira turma de alunos do Ponto de Cultura, o espetáculo teatral “A Involução do Homem (Da Pré-História ao Século XXI)” foi realizada em 07 de setembro de 2006, no Teatro Deodoro, em Maceió, com um elenco de 70 jovens, que interpretaram, dançaram e cantaram os questionamentos da cultura periférica acerca do (verdadeiro) papel do homem na sociedade.

Serviço:
O espetáculo teatral Meu Pé de Fulô se apresenta nesta sexta-feira, 20 de outubro, na Escola Municipal Silvestre Péricles, no bairro do Pontal da Barra, às 19h30, para estudantes do EJA.